In the name of Piccolo!

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Sim caros amigos. O título deste post é para lembrar o side story de mesmo nome! Muito interessante a série, falando nisso. Não conhece? Clique aqui e confira!

Pois bem, inspirado nos side stories, farei aqui um post similar, contando a história de Piccolo na visão dele, com a voz e pensamentos do namekuseijin mais querido do mundo. Eu não chorei fazendo esse post. Só aconteceu de estarem descascando cebola ao meu lado. Só isso!

Espero que gostem!

“Meu pai me criou com suas últimas forças, deixando a meu cargo a realização do seu profundo desejo de vingança. Suas últimas palavras ressoaram em minha mente por anos.. “Nunca deixe o mal dentro de você morrer!“. É engraçado olhar isso em retrospecto..

Meus primeiros anos de vida foram carregados de ódio e das lembranças dos últimos momentos de meu pai. Meus treinamentos eram mentalizando a morte Son Goku. Meu sonho era o sonho do meu pai. Tomar o mundo e mostrar o terror dos demônios era minha meta. Mas antes eu precisava treinar. Precisava superar meu pai. Precisava matar Goku!

E então meu treinamento se encerrou. Estava muito mais poderoso que meu pai. Eu mataria Goku na frente de todos e mostraria ao mundo a nova Era de Terror dos mazokus. O Tenkaichi Budokai começa. Passo facilmente por todos os confrontos. Mostro a Kami que não tenho mais a fraqueza de meu pai e o aprisiono com a própria técnica. E então, a final! Finalmente a hora da vingança chega – enfrento Son.

Aquele que havia derrotado meu pai também havia treinado e estava muito mais poderoso, mas nada que eu achasse que não poderia lidar. E o combate se desenrolou. Goku era melhor do que eu imaginava. A resistência dele era sem igual, conseguindo resistir até à minha explosão.

Quando o feri mortalmente e não deixei nenhum membro dele possibilitado de ser usado em combate acreditei que tinha vencido. Mas não. Goku ainda assim me derrotou e logo depois impediu Kami de me matar e me deu uma semente dos deuses que me recuperou totalmente. Um ódio subia ao peito mas seria imprudente enfrenta-lo ali de novo. Retirei-me em exílio para treinar mais e um dia voltar e matá-lo.

Treinei por mais cinco anos e desenvolvi uma técnica que iria acabar com ele. Mas aí veio a surpresa dos saiyajins. Raditz chega à Terra e inevitavelmente tenho que me aliar à Goku para derrotá-lo. Ele era uma ameaça para meus grandes planos para o planeta. A aliança mostrou-se favorável para mim – ao final da batalha Goku e seu irmão Raditz foram mortos pela minha técnica mortal que tinha preparado especialmente para matar Son Goku, o Makankosappo. Mas aquele saiyajin não seria o último a visitar a Terra; dois outros mais poderosos viriam dentro de um ano.

Resolvi pegar o filho de Goku, Son Gohan para treiná-lo. Torná-lo meu discípulo e um poderoso mazoku, que iria me ajudar a dominar o mundo depois de enfrentarmos os outros dois saiyajins que aparecessem. O garoto mostrou ter um gigante poder escondido, liberado quando colocado em situações de extremas emoções.

Gohan não passava de um moleque mimado e chorão. Eu não tinha o que fazer por ele enquanto ele o assim fosse. Deixei-o então em um ambiente próprio para seu desenvolvimento por 6 meses e iniciei meu próprio treinamento. Não entendia porque tinha um pouco de preocupação pela criança. Talvez por meus planos futuros, mas ainda assim o desprezava. Era um moleque mimado e chorão e filho do meu então arqui-inimigo! Gohan sobreviveu aos seis meses e começamos a treinar. Algo mudava dentro de mim enquanto o treinava. A frase de meu pai ecoava em minha mente e na manhã seguinte eu forçava um treinamento ainda mais intenso.

E o dia da batalha contra os saiyajins mais poderosos, Vegeta e Nappa, finalmente chega. Foi aí que descobri minha origem alienígena de Namekusei. A batalha foi difícil e em um momento Gohan ficou em perigo. Sem pensar duas vezes, eu o protegi.

Eu, Ma Junior, filho de Piccolo Daimao, morrendo por um moleque… Era o fim da picada! Mas de algum modo, aquilo parecia ser o certo a fazer. As duas partes de mim que estavam se enfrentando desde que conheci Son Gohan pareceram finalmente encontrar uma conclusão. Aquele era o novo eu, o novo Piccolo, não mais o filho que vingaria Piccolo Daimao… Era simplesmente Piccolo, o namekuseijin.

Depois de morto fui para o planeta de Kaio para treinar. Pff… Aquilo que ele chamava de treinamento era ridículo. Não tinha como ter resultado algum. Estava muito melhor treinando sozinho do que me juntando aos humanos que também tinham morrido na luta contra os saiyajins. Eles me mostraram depois que o treinamento afinal tinha algum resultado, por incrível que parecesse.

Mas enquanto estava com Kaio não conseguia parar de pensar em Gohan em minha terra natal com um ser temido até por Kaio ameaçando-os. Minha ideia de usar os desejos de Porunga para ir lutar em Namekusei foi perfeita. Estar ali trouxe sensações de nostalgia. Encontrar Nail foi inesperado, o que diga fundir-me com ele.

 

Algo mudou depois. Memórias de uma vida que não vivi apareceram como se eu mesmo as tivesse vivido. Uma nova energia fluía dentro de mim. E junto com minha energia original.. Uau.. Eu estava poderoso. Podia muito bem ser o mais poderoso do universo! Que sensação..!!

Enfrentei Freeza e o mostrei o poder de um autêntico namekuseijin. Mas Freeza tinha suas cartas na manga. Ele mostrou mais duas transformações. Não havia mais nada que pudesse fazer. Somente Goku poderia derrota-lo.

Vê-lo ali com todo aquele poder… Dois monstros – Goku e Freeza! E quando imaginávamos que a Genki-dama tinha o derrotado, Freeza aparece e tenta matar Goku. Eu me jogo para tirá-lo do caminho e recebo o golpe. Antes filho, agora pai? Eu salvando agora também aquele que tinha sido meu arqui-inimigo? Gohan me mudou, definitivamente. Nail também trouxe experiências e pensamentos novos. Isso tudo me mudou.

Depois fomos todos enviados para a Terra, Goku derrota Freeza e temos alguns meses de paz. Freeza e seu pai aparecem na Terra, um novo super saiyajin aparece e os derrota e logo depois Goku aterrissa no planeta. Com minha audição aguçada eu consigo escutar a conversa do novo super saiyajin com Goku e descubro a doença do coração de Son Goku e a ameaça dos androides que teriam matado a todos no futuro de Trunks, o viajante no tempo filho de Vegeta e Bulma.

Treinamos intensamente nos preparando para os androides. Treinei com Son Goku e Gohan e me orgulhava cada vez mais do garoto. Goku já não era inimigo, era um colega… quase um amigo. As coisas não aconteceram como Trunks havia dito que aconteceriam e os androides que surgiram eram poderosos demais. Nem Vegeta como novo super saiyajin foi páreo para eles. Eu… eu não fui capaz de fazer nada a eles e percebi que só tinha uma única alternativa. Dos conhecimentos passados por Nail, sabia que se me fundisse com aquele que, originalmente, junto com meu pai eram um só, teria um poder sem igual.

Ainda com minha herança de Piccolo Daimao, fundir-me a Kami não era algo confortável e não o teria feito se houvesse outra saída. Deixei bem claro que queria continuar como base e ele viria a ser somente uma adição de poder. Kami estava incerto e queria ter certeza de que essa fusão era mesmo necessária dada a ameaça. Depois de ele ter visto alguma coisa na Terra, Kami percebeu um grande perigo e concordou com a fusão. “Neste momento a Terra precisa de um guerreiro e não de um Deus”. E foi aí que pela segunda vez sofri uma enorme mudança.

Kami me deu não apenas seus poderes; ele presenteou-me com todo seu conhecimento de séculos e séculos de guardião da Terra e aí fiquei sabendo o motivo de ele ter concordado com a fusão. Eu já não era mais Piccolo, muito menos Kami. Era um namekuseijin que há muito esquecera o próprio nome. Era hora de ver o que realmente era aquele ser mais perigoso que os androides.

O monstro Cell tinha as células dos maiores guerreiros da Terra, inclusive as minhas e dominava nossas técnicas também. Eu podia tê-lo destruído ali mesmo, evitando tudo que se decorreu, mas Cell conseguiu escapar e planejava absorver os androides #17 e #18 para atingir sua perfeição.

E então ficamos à espera. Os androides vieram até nós. Desta vez enfrentei #17 de igual para igual mas Cell nos encontrou e agora ele era o mais poderoso. Absorveu os androides e atingiu seu estado perfeito. Nem Vegeta, nem Trunks depois de seu treinamento intenso conseguiram detê-lo. O torneio de Cell viria para desafiar todos os que desejassem enfrentá-lo antes dele decidir destruir o planeta.

Goku e Gohan saíram do treinamento e a criança que antes conhecia estava irreconhecível. Não somente agora era super saiyajin, mas dominava a transformação e portava-se naturalmente. Foi um tanto quanto emocionante Gohan ter me pedido um uniforme semelhante ao meu, para me honrar como primeiro mestre dele.

 

Goku enfrentou Cell com somente a intenção de mostrar a Gohan que ele poderia derrotá-lo e deixou seu próprio filho lutar contra o monstro. O garoto me surpreendeu mais uma vez. Com a emoção à flor da pele, ele liberou um poder avassalador que nem mesmo Cell podia equiparar-se. Mas a nova transformação o deixou mais selvagem, mais saiyajin. Ele queria ver Cell sofrer, humilhá-lo… Cell foi acuado e tentou auto denotar-se. Son Goku usou seu teletransporte e salvou a Terra, apenas para Cell voltar ainda mais poderoso e lançar seu Kamehameha contra Gohan. Todos tentamos ajudar no choque de Kamehamehas e então Gohan derrotou-o.

Voltamos a ter momentos de tranquilidade e paz. Por sete anos morei no Templo de Kami, que agora era Dende. Viver em algum lugar além daquele parecia estranho. A fusão com Kami afinal foi muito além de somente energia para me tornar mais forte. Gohan então veio me convidar para o Tenkaichi Budokai, em que Goku voltaria especialmente para participar. No meu combate fiquei estarrecido ao ver o Deus dos meus Deuses, um Supremo Sr. Kaio no planeta Terra! Não sei se isso ocorreu por toda aquela energia sagrada que ele emanava ou mesmo por respeito ao ser supremo, mas não lutar era o melhor a ser feito ali.

Muito foi o que ocorreu em pouco tempo depois disso. Dábura, o Rei dos Demônios; Gohan aparentemente sendo morto e… Vegeta. Nunca imaginei que Vegeta seria capaz de se sacrificar por um bem maior. A partir dali ele tinha o meu respeito, a minha admiração.

O futuro do universo estava nas mãos de outros dois pirralhos: Goten e Trunks. Fiquei responsável pelo treinamento deles, ensinando a técnica da fusão. Quando finalmente a aprenderam e a fizeram com sucesso, surgiu Trunten, digo, Gotenks, um pirralho ainda mais arrogante e de difícil personalidade.

Gohan apareceu para nos salvar quando parecia que não teríamos mais salvação. A energia dele… tão grande. Uma surpresa. Dava orgulho ver o quanto a criança que uma vez treinei tinha crescido.

Anos mais tarde, ele me mostrou seu poder novamente. Gohan era controlado por Baby e seu Kamehameha foi tão poderoso que não consegui me recuperar. Pude ajudar Goku a fugir do planeta antes da explosão, dando-lhe o pouco de energia que me restava antes do fatídico fim da Terra causado pelo uso das esferas do dragão negras.

 

Às vezes temos que olhar além do que queremos para fazer o que é correto. Eu tinha que ficar para trás. Tinha que morrer com o planeta. Era o único jeito de extinguir as esferas negras. Mas antes quis falar uma última vez com Gohan…

Ainda encontrei com Goku depois, para ajuda-lo a fugir do inferno com a ajuda de Dende. Eu fiquei preso aqui desde então, mas valeu a pena. Era pelo bem de todos. Pelo bem de Gohan! Pelo menos tinha com quem treinar minhas técnicas.

A última vez que vi Son Goku foi… estranho. Ele apareceu no inferno para despedir-se de mim. Eu ainda o agradeci por me considerar tanto a esse ponto. Não esperava que ele fosse fazer algo desse tipo. E ele ainda me disse que devia muito a mim…

 

 

Obrigado Goku… por tudo! Eu que devo muito a você e sempre irei te agradecer… mesmo que não na sua frente.”

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5 Respostas para “In the name of Piccolo!

  1. Ficou fantástico! Parabéns! Ficou perfeito como se o Piccolo estivesse refletindo sobre sua vida no inferno. Muitas pessoas não consideram o GT, mas eu gostei bastante desta fase por ser um “tributo” a série, tanto que da para perceber nos detalhes, como os encerramentos (que não vieram pro brasil), por mostrar o fim de cada personagem, inclusive os de Dragon Ball (Nami, Senhor Robo e a garotinha)…

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